Cabeleireiro
A profissão de cabeleireiro é uma das mais antigas
da humanidade. Achados arqueológicos, como pentes e navalhas feitos em pedra,
mostram que a preocupação com as madeixas vem da pré-história.
Foi no Egito, há aproximadamente cinco mil anos,
que a arte de cuidar dos cabelos chegou ao ápice, nessa época que surgiram
perucas sofisticadas, as quais mostravam a habilidade dos cabeleireiros, que
gozavam de grande prestígio na corte dos faraós. O cuidado com os cabelos é um
traço característico do povo do Antigo Egito. O arsenal empregado
nesses cuidados (escovas, tesouras, loções de tratamento, etc.) era
guardado em caixas especiais, luxuosamente decoradas.
Embora a partir de 3.000 A.C. , as cabeças raspadas
e lisas e os corpos sem pelos tenham passado a ser sinais de nobreza
no Egito, a moda exigia que homens e mulheres usassem perucas de cabelo humano
ou de lã de carneiro. As barbas postiças eram populares entre os homens, a
tintura azul-escura era usada para conseguir a cor preta (predileta) das
perucas e barbas e a hena (um pó feito das folhas da alfena egípcia
dava um tom vermelho-alaranjado aos cabelos e unhas).
Os estilos mais populares de cabelo eram os cortes retos, cujo
comprimento variava desde a altura do queixo até abaixo dos ombros, sendo
usados geralmente com franja.
Os Primeiros Salões
Foram os gregos que criaram os primeiros salões de
cabeleireiro (koureia), em Atenas, construídos sobre a praça pública, a Ágora.
Lá, os Kosmetes ou "Embelezadores de Cabelo", escravos especiais,
circulavam soberanos. Os escravos cuidavam dos homens e as escravas das
mulheres.
No século II AC, na Grécia antiga, para encontrar um verdadeiro penteado requintado era conveniente dar asas à imaginação e ir até ao topo do Olimpo: espaço reservado aos deuses e deusas; Os penteados ostentavam algumas sobriedades e fantasias, prevalecendo os cabelos louros, frisados, com caracóis estreitos e discretos, com franjas em espiral.
Conversas sobre política, esportes e eventos
sociais eram mantidas por filósofos, escritores, poetas e políticos, enquanto
estes eram barbeados, faziam ondas nos cabelos, manicure, pedicure e recebiam
massagens. Os cabelos eram principalmente espessos e escuros e eram usados
longos e ondulados.
Os Primeiros Penteados e Cores
É nos afrescos de Creta que o rabo-de-cavalo usado
pelas mulheres aparece pela primeira vez. Os preparados cosméticos, óleos,
pomadas, graxas e loções eram usados para dar brilho e um perfume agradável aos
cabelos.
Os cabelos loiros eram raros e admirados
pelos gregos e ambos os sexos tentavam descolorir seus cabelos com infusões de
flores amarelas. As barbas, verdadeiras e falsas, continuaram populares até o
reinado de Alexandre o Grande.
Ainda na Grécia antiga, a moda dos cabelos se
mantinha por dois a três séculos. A mudança era mais rápida na Roma
Antiga, onde as esposas dos soberanos eram os exemplos, sendo seguidas por
todas. A essa altura, no Império Greco-Romano, gregos e gregas faziam os
cabelos dos romanos e penteavam as romanas.
O estilo de cabelo mais popular entre os homens era
curto, escovado para a frente e com ondas. As mulheres usavam o cabelo
ondulado, repartido no centro e caindo sobre as orelhas.
No começo do século XVIII, as mulheres casadas usavam uma touca para esconder os cabelos e somente o marido delas poderia ver seus cabelos soltos. Maria Madalena, a pecadora, foi sempre representada com cabelos longos e soltos, ao contrário das Santas, que usavam toucas ou presos.
No começo do século XVIII, as mulheres casadas usavam uma touca para esconder os cabelos e somente o marido delas poderia ver seus cabelos soltos. Maria Madalena, a pecadora, foi sempre representada com cabelos longos e soltos, ao contrário das Santas, que usavam toucas ou presos.
Os primeiros
cabeleireiros para senhoras foram os Coiffures parisienses, Leonard, Autier e
Legros Rumigny, que prestavam seus serviços à Rainha Maria Antonietta e
recebiam altos salários.
Tecnologia e Ciência
Juntas
Foi no século XX que a moda dos cabelos aliou-se à tecnologia. A pesquisa científica sobre cabelos começou quando a higiene pessoal se tornou um meio de prevenir o acúmulo de piolhos e sujeira, que ficavam escondidos sob as perucas, pós, perfumes e poções que vinham sendo usados pelo homem. No início do século apareceram os salões de beleza para mulheres, os quais não serviam apenas para cuidar dos cabelos, mas eram um ponto de encontro como as barbearias na Grécia Antiga.
Com o advento da eletricidade, em 1906, Charles Nestle (Londres), inventou a máquina de fazer ondas permanentes nos cabelos. Mesmo levando aproximadamente 10 horas para concluir o processo de ondulação permanente dos cabelos, poupou as mulheres de incontáveis horas usando o ferro quente para fazer ondas; No ano seguinte, um estudante de química francês, Eugene Schuller, fundou a empresa L'Oreal, criando uma tintura para cobrir os cabelos grisalhos com cores naturais e usando um processo permanente.
Formação de Opinião
Quando nos anos 20, a moda exigia cabelos "a la garçonne", os partidários do cabelo comprido polemizaram que cabelo curto era vergonha para a mulher. Entretanto, as mulheres, cada vez mais envolvidas na sociedade e no trabalho, não mais admitiam seguir tradições que remontavam à Idade Média.
Depois do
fim da I Guerra Mundial, o corte de cabelo "Joãozinho" para as
mulheres (cabelos bem curtos como os de homem) foi considerado escandaloso, mas
ganhou popularidade devido à sua praticidade.
O advento do cinema na década de 20 trouxe novos padrões de moda para os cabelos. As mulheres de todo o mundo rapidamente adotaram os estilos e cores das atrizes de Hollywood. A moda masculina de cabelos não mudou radicalmente na primeira metade do século XX, prevalecendo o "look clean" que tinha a influência militar das duas guerras mundiais.
Elvis Presley ajudou a mudar isso com as suas costeletas compridas e o topete
brilhante. Mas, foram os Beatles que, pela primeira vez em muitas décadas,
tornaram novamente populares os cabelos mais compridos para homens.
Na década de 60 também houve mudanças no estilo dos cabelos das mulheres, com o retorno dos cabelos lisos e de corte simétrico, criado pelo cabeleireiro inglês Vidal Sassoon.
A partir da década de 70, houve ampla aceitação de estilos variados tanto para homens quanto para mulheres, desde os cabelos soltos e naturais até o estilo "punk".
Seja por superstição, por costume, ou por vaidade, a verdade é que o ser humano sempre dispensou, e continua dispensando, grande atenção a essa parte do corpo.
Na década de 60 também houve mudanças no estilo dos cabelos das mulheres, com o retorno dos cabelos lisos e de corte simétrico, criado pelo cabeleireiro inglês Vidal Sassoon.
A partir da década de 70, houve ampla aceitação de estilos variados tanto para homens quanto para mulheres, desde os cabelos soltos e naturais até o estilo "punk".
Seja por superstição, por costume, ou por vaidade, a verdade é que o ser humano sempre dispensou, e continua dispensando, grande atenção a essa parte do corpo.
Hoje, porém, nós, homens e mulheres, podemos contar
com um imenso arsenal para nos ajudar nessa tarefa.
Compridos ou curtos, lisos, crespos ou ondulados, qualquer que seja a cor ou o seu estilo de cabelos, o importante é manter a saúde deles, a saúde da nossa pele.
Compridos ou curtos, lisos, crespos ou ondulados, qualquer que seja a cor ou o seu estilo de cabelos, o importante é manter a saúde deles, a saúde da nossa pele.
Fonte: Portal São Francisco (foram
feitas algumas modificações sob o texto original).

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